A Pororoca é um fenômeno natural impressionante que acontece quando as águas do oceano Atlântico entram com força pelos rios da Amazônia, principalmente pelo rio Araguari, no Amapá.

A palavra pororoca vem do tupi e significa “estrondo” ou “barulho forte”, e quem já ouviu esse som entende bem o nome: antes de o fenômeno aparecer, escuta-se um rugido distante, como um trovão que se aproxima. Poucos minutos depois, forma-se uma onda gigante que avança rio acima, derrubando tudo o que encontra pela frente árvores, margens e até pequenas embarcações.

A Pororoca ocorre porque, durante certas fases da lua cheia e da lua nova, o nível do mar sobe muito com a maré. Quando essa maré encontra a correnteza do rio descendo, há um choque de forças: o mar empurra para dentro, o rio resiste e o resultado é uma onda poderosa que pode chegar a quatro metros de altura e percorrer dezenas de quilômetros rio adentro.

Além de ser um espetáculo da natureza, a Pororoca também atrai surfistas do mundo todo. Eles viajam até o Norte do Brasil para tentar “surfar o rio”, aproveitando a onda que pode durar até meia hora algo impossível de viver no mar.

Mas nem tudo é aventura. O fenômeno também causa erosão nas margens, modifica o curso dos rios e afeta a vida das comunidades ribeirinhas. Por isso, estudiosos e ambientalistas buscam compreender melhor como conciliar a preservação ambiental com o turismo e o esporte.

A Pororoca é, portanto, um símbolo do encontro entre forças opostas o doce e o salgado, o rio e o mar, a natureza e o ser humano. Um lembrete poderoso de que, mesmo quando as águas se chocam, há beleza e energia no movimento da vida.

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